Os Estados Unidos da América acabam de aprovar o "Global Online Freedom Act of 2007" (H.R. 275). Subjacente a esta legislação está uma nova estratégia que pretende promover a liberdade na internet, proibindo as empresas do sector internet e telecoms de cooperar com regimes repressivos que restringem o acesso à informação online sobre direitos humanos e democracia bem como os regimes que usam informação privada para identificar e punir dissidentes e activistas pró-democracia.

No passado registase situações de cooperação entre empresas norte-americanas e regimes não democráticos de que posso referir como exemplo a IBM com a Gestapo. Actualmente esta situação persiste. Voluntária ou involuntariamente algumas empresas como por exemplo a Yahoo e a Google têm cooperado com países como a China no sentido de limitar o acesso a conteúdos. Outros casos de empresas telecoms e de hardware como a Cisco, são referidos como tendo passado dados de tráfego dos seus clientes às polícias secretas destes países.

Já destaquei noutros posts a importância que a internet e a web 2.0 pode ter no suporte a movimentos subversivos, caracterização que deve ser entendida não só em relação a terroristas mas também a activistas pró-democracia. No recente caso da Birmânia esta situação foi evidente pois as notícias publicadas nos media a nível mundial tiveram origem em blogues de dissidentes que hoje são obrigados a dormir todos os dias em locais diferentes, em fuga da Junta Militar.