As agências de intelligence já o tinham referenciado e as notícias nos media tornaram óbvio o alastramento do terrorismo no norte de África, cobrindo o magrebe, especialmente desde que os salafitas se franchisaram Al-qaeda. Na Algéria, onde o governo português vem firmando um série de contratos nos domínios da energia, assistimos a ataques bombistas com uma frequência tal só igualada ao que se passa no Iraque. A tensão social resultante reflecte o sucesso das acções terroristas e é ela própria campo fértil para novos aderentes e recrutamento.
Mesmo dentro do aparelho de estado esta tensão provoca danos, sendo espaço de projecção de uma guerra de informação através de rumores sobre a hora e local do próximo ataque. O objectivo visa a degradação das estruturas de comando e controlo e a corrosão da autoridade do estado. Os atentados e as acções de guerra de informação vêm sendo sincronizadas com eventos promovidos pelo estado argelino para promoção do turismo e para a atracção de capital estrangeiro.
A situação aparenta a realidade do Iraque. Outra coisa não seria de esperar, pois o investimento estrangeiro e o turismo representam ameças para os extremistas islâmicos que se foram instalando paulatinamente no Magrebe nos últimos anos. E isto aqui tão perto de nós...