Cavaco Silva promulgou a lei das finanças regionais que vem impor um garrote político/financeiro à Madeira.
Curioso é o facto de salientar emcomunicado que "os órgãos de governo próprio das regiões autónomas disporem de competência para impugnar, junto do Tribunal Constitucional, as disposições da Lei das Finanças Regionais, seja por violação dos direitos das regiões, seja por violação do respectivo estatuto político-administrativo." O Sr. Presidente sugere aos orgãos de governo próprio das regiões que façam aquilo que ele não fez?!
Aliás neste e noutros aspectos a cooperação estratégica defendida por Cavaco Silva apresenta contornos de surrealismo. Não esquecer a realização do referendo ao aborto numa altura em que toda a gente ficou obcecada por este assunto enquanto as famílias continuam a passar por situações cada vez mais difíceis. Distraí as pessoas com assuntos que não são prioritários. O que é preciso é colocar a agenda política na competitividade do país com enfoque nas qualificações e competências dos recursos humanos e por via disso no desenvolvimento da economia.