Somos contemporâneos de fenómenos que pela sua violência e perversidade deixam-nos perplexos e apreensivos. As redes criminosas e terroristas que actuam ao nível global recorrem ao tráfico ilegal de bens, à contrafacção, ao lenocínio, ao narcotráfico, e também à pedofilia, tráfico de seres humanos, etc. Outras vezes a própria família negoceia uma criança como se de uma saca de batata se tratasse...
O desaparecimento de Maddie no Algarve provocou a indignação generalizada e uma mobilização de recursos ímpar. Nunca assistimos à aplicação de meios em tal dimensão e qualidade afectados ao desaparecimento de uma criança. É óbvio que o problema ganhou contornos brutais através da projecção que a comunicação social propiciou em particular as televisões. A Judiciária viu-se entretanto agente da Diplomacia Portuguesa pois as reacções exacerbadas (e habituais) dos súbitos de Sua Majestade puseram em causa a competência da nossa polícia e ao mesmo tempo constituíram uma ameaça económica ao destino turístico Algarve junto do seu maior mercado.
Sousa Tavares, o traumatizado comentador anti-Madeirenses, escreveu sobre esta temática um artigo muito bem feito no Expresso desta semana que recomendo. Desde o desaparecimento de Maddie, desapareceram 800 crianças no Reino Unido...
Por agora apenas passo a mensagem de quem provavelmente percebe mas não poderá aceitar a diferença de tratamento entre Maddie e Rui Pedro.

