As polícias de Portugal e Espanha, estão preocupadas com o facto da ETA poder (estar já) usar Portugal como apoio logístico às operações daquela organização terrorista. Para isto foi preciso encontrar um carrito com explosivos abandonado num ervado fronteiriço.
As informações (conhecidas) sobre esta matéria datam de 2003 e será legítimo perguntar o que foi feito até à data e porque só agora são desenvolvidos esforços de cooperação significativos? Fica-se com a sensação de reação... Espera-se que as forças de segurança sejam mais preventivas, mais pró-activas.
No entanto, a situação não me surpreende considerando:
1 - A fraca cooperação inter-nações no domínio da partilha de informações de segurança, pontualmente abrilhantada com algumas operações desenvolvidas no âmbito da Europol e Interpol o que comprova que a cooperação traz resultados;
2 - A demonização saloia que continuamos a registar em Portugal em relação aos serviços de informações estratégicas e de segurança, nomeadamente o SIS e o SIED, resultado de confusões entre o passado ditatorial e a incapicidade intelectual de uma larga maioria da classe política em perceber que Portugal é prejudicado em relação aos seus competidores, e fragilizado no domínio da sua segurança, graças a preconceitos estúpidos que impedem os serviços de intelligence de exercerem com os meios técnicos e humanos as funções críticas para que foram criados.