Um agente duplo espanhol foi detido nas Canárias, acusado da venda de segredos à Rússia. Na semana finda em que as relações diplomáticas entre o Reino Unido e a Rússia conheceram desenvolvimentos dignos do período da Guerra Fria com o caso Litvinenko e a violação do espaço aéreo britânico, não deixa de ser sintomático que surja esta informação veiculada publicamente (conferencia de imprensa ??!!!) pelo chefe do CNI (Centro Nacional de Intelligence de nuestros hermanos).
Para quem pensava que o KGB já era (de facto já era, pois agora é FSB) terá de repensar, pois os russos não estão a dormir. De facto a Rússia tenta recolocar-se no espaço da política internacional que já foi seu e sem sombra de dúvidas que vem usando os seus serviços de intelligence para atingir objectivos estratégicos.
Em Portugal, com as limitações orçamentais, técnicas e humanos que a intelligence portuguesa apresenta, creio que são mais os obstáculos para detecção de uma situação similar. Ainda assim o SIED vai dando o seu melhor. Resta-nos ter fé...