Atrasos na execução de projectos TI
influenciam resultados de negócio
De Carlos Marçalo
Semana nº 846 de 13 a 19 de Julho de 2007

Um quarto dos projectos sofre atrasos e só uma entre duas iniciativas de TI produzem resultados positivos para o negócio

O recente estudo conduzido pelo The Economist Intelligence Unit (EIU) em nome da HP – «Technology at the Speed of Business» – mostra a relação directa existente entre os atrasos na execução de projectos e serviços de tecnologias de informação e a diminuição dos lucros do negócio. Para a análise de mercado foram inquiridos 1125 profissionais em tecnologias de informação nas regiões da América, Europa, Médio Oriente e Ásia/Pacífico.

Em 57% dos casos, só uma entre duas iniciativas de TI produziram resultados positivos para o negócio e em cerca de metade das empresas consultadas, 25 por cento ou mais dos projectos de TI foram realizados com atrasos ou concluídos tardiamente.

Entre as principais consequências desta situação incluem-se atrasos no lançamento de produtos, perda de lucros antecipados e dificuldade em planear a redução de custos, influenciando todos os lucros da empresa.
«No negócio, a rapidez é fundamental para o sucesso. É motivo de preocupação que um número tão elevado de projectos analisados tenham sofrido atrasos», afirma Denis McCauley, director da The Economist Intelligence Unit. Este responsável acrescenta ainda que as empresas que conseguem acelerar a conclusão de projectos e serviços de TI «adquirem vantagens significativas, ao passo que as que não conseguirem fazê-lo poderão sofrer na mão da concorrência».

De entre as empresas analisadas em que 75% ou mais das iniciativas de TI nos últimos três anos geraram resultados positivos para o negócio, o aumento da velocidade da prestação de serviços foi significativamente superior à média. Em organizações de desempenho superior – em que houve um aumento igual ou superior a 25% nos lucros no mesmo período – a rapidez na prestação de serviços também melhorou em relação às restantes.
O estudo mostrou que acelerar o processo de oferta não tem necessariamente de afectar a qualidade ou os resultados positivos de negócio. Quando os projectos excedem o tempo previsto, deve-se geralmente a pequenas alterações nas prioridades de negócio e à fraca coordenação entre as TI e os gestores. Melhor definição dos objectivos de negócio, maiores investimentos em TI e maior interacção entre as várias funções de TI são as melhores soluções para acelerar os tempos da prestação de serviços.

«A nova realidade é que a tecnologia não serve apenas para apoiar o negócio, mas sim potenciá-lo», explica David Gee, vice-presidente de Marketing da HP Software, alertando para o facto de os «riscos de TI constituírem riscos para o negócio».

O responsável da HP refere que actualmente os CIOs são avaliados consoante os resultados gerais do negócio, sobretudo em relação à capacidade de ajudarem a empresa a lançar novos produtos e a abrir novos canais de distribuição online. Longe vai o tempo em que o CIO tinha como missão «oferecer a melhor tecnologia à sua empresa».