Sarkozy assume claramente a vontade de a França integrar o comando militar da NATO. Num discurso proferido na Fundação para a Investigação Estratégica da Escola Militar de Paris no âmbito de um colóquio, o actual Presidente Francês rompe com a tradição Gaulista de manter a França fora da componente militar da Aliança embora tenham participado ao longo dos anos, nas missões que bem entenderam.
A ideia agora é não ficar de fora dos centros de decisão e ao invés da autonomia na Defesa pretende-se desenvolver a segurança comum com os aliados históricos mas também no âmbito da União Europeia, algo que Angela Merkel subscreve. Por outro lado Sarkozy recoloca as relações entre a França e os EUA num patamar superior e simultaneamente deixa Londres de alguma forma desconfortavel.
Mesmo mantendo a sua autonomia dissuadora nuclear a plena integração da França é bem recebida por todos os quadrantes. Os americanos estão com esperança de não serem os únicos a pagar... e os turcos dispõem de mais um fórum onde poderão exercer a sua influência junto da França no sentido de amenizar o processo de adesão à UE.
Agora é fazer o trabalho de comunicação política aos franceses e fazer aprovar a medida na assembleia nacional e quem sabe se na cimeira de Abril e processo é concluído no 60º aniversário da NATO.
Segue-se a Suécia...