Patrícia Gonçalves
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O governo chinês cortou o acesso a redes sociais, motores de busca e emissões televisivas devido ao vigésimo aniversário dos protestos estudantis pró-democracia que resultaram na morte de centenas de civis a 4 de Junho de 1989. Redes sociais como o Twitter ou o Flickr, o Blogger ou a Wordpress e o Bing.com, o mais recente motor de busca da Microsoft, estão inacessíveis na China desde ontem. A emissão da CNN está cortada desde que exibiu conteúdos relacionados com os protestos de Junho de 1989. A censura também se estende aos meios de comunicação estrangeiros na China. Os jornais Finantial Times, Wall Street Journal e South China Morning Post viram a sua distribuição cancelada ou cortados os artigos relativos à manifestação. O serviço de e-mail do Hotmail esteve bloqueado mas, neste momento, já se encontra em funcionamento. O serviço do YouTube está cortado desde Março, data que coincide com o início da circulação de um vídeo que mostrava policia chinesa a agredir cidadãos tibetanos.A Microssoft está a tentar contactar o governo Chinês para obter explicações e tentar repor os serviços. De acordo com um relatório do governo, a China tem cerca de 298 milhões de utilizadores de Internet. O Governo destacou mais força policial para estar presente no Tianamen Square enquanto grupos por todo mundo comemoram a data. O Partido Comunista da China está a tentar suprimir qualquer discussão pública sobre a manifestação dos estudantes. “É uma questão de estabilidade”, comenta Bo Zhiyue da Universidade Nacional de Singapura à Bloomberg. “O Governo não quer arriscar distúrbios neste momento crítico”, acrescenta. Em 1989, centenas de estudantes ocuparam o Tianamen Square durante 5 semanas exigindo uma reforma do governo. Na noite de 3 para 4 de Junho, uma força militar invadiu a praça com tanques e dispararou sobre os civis. O Governo chinês reportou a morte de 200 civis, no entanto, a embaixada norte-americana estima mais de 1.000 baixas. |
vídeo que mostrava policia chinesa a agredir cidadãos tibetanos.