View Article  O Sr. Eng. Rui Vieira faleceu
«Ele foi um democrata antes de haver democracia, um autonomista antes de haver autonomia, um ambientalista antes do ambiente se tornar uma das nossas preocupações diárias»   more »
View Article  Força Aérea muda importância do actual Destacamento Aéreo da Madeira
In Jornal da Madeira de 25AGO09 O General Luis Araújo, Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, afiançou ao Jornal da Madeira que o Destacamento Aéreo da Madeira vai ser transformado em Aeródromo de Manobra. Terá o número "3" e estará operacional assim que for publicada a Lei Orgânica da Força Aérea. Luis Araújo falou ao JM na sua deslocação ao Funchal, onde os "Asas de Portugal" fizeram uma actuação brilhante.   more »
View Article  24º Comando paara o Ciberespaço activo
Entrou ontem em funcionamento o recém criado 24º Comando paara o Ciberespaço da Força Aérea dos EUA. A estrutura tem 2 serviços: Operações de Informação e Guerra em Rede.   more »
View Article  Sobre a(s) bandeira(s)

O 31 da Armada promoveu recentemente uma acção de "guerrilha urbana" que se traduziu pela substituição da bandeira municipal de Lisboa pela bandeira de Portugal do período monárquico, enviando um agente de outro planeta para a missão e publicando na net a operação.

Embora possa não me identificar com a acção propriamente dita, estranho as reacções tardias da autarquia e a natureza das mesmas: queixa-crime por furto, acesso, e ultraje aos símbolos nacionais. Enfim, se com a mesma veemencia a CML desse atenção às questões de insegurança que assolam a capital...

O furto da bandeira (já devolvida) ainda "compro". O acesso à varanda será discutível até porque não existirá nenhuma indicação de acesso vedado. Agora ultraje aos símbolos nacionais? Mas a bandeira municipal é um símbolo nacional? Pelo menos a bandeira de Portugal do período monárquico essa tenho a certeza que é! E quanto a ultrajes à bandeira já alguem reparou no estado de conservação de muitas bandeiras nacionais hasteadas em edifícios públicos? Na posição relativa nos mastros em que erradamente são colocadas? Nas versões chinesas que nem respeitam o desenho oficial?

Que dizer do deputado no PND que em Novembro último na Assembleia Legislativa da Madeira acabou por interromper os trabalhos ao exibir a bandeira nazi? Houve/há processo crime? É que a promoção do nacional-socialismo, tenho a certeza, é crime.

Enfim, que país este...

View Article  Autoridade ou a falta dela

As recentes demissões de 3 altos responsáveis pela cibersegurança dos EUA abordadas em posts anteriores coincidiram na fundamentação. Dois aspectos determinaram a vontade destas pessoas, altamente qualificadas e reconhecidas inter-pares, em baterem com a porta: a teia burocrática e a falta de autoridade. Sobre a teia burocrática não me irei alongar pois desse mal todos padecemos.

Gostava de vos falar da questão da falta de autoridade. Imaginemos um cenário. Quando se assume um cargo este vem definido nas suas atribuições e competências. Quem assume esse cargo tem de ter ao seu dispor os meios necessários para executar o seu trabalho e quando os não tiver terá de recorrer a quem de direito alertando para a necessidade e para as consequências potenciais e risco associado. Depois poder-se-á receber um despacho/ordem atribuindo os meios ou não, estabelecendo as prioridades ou ordenando as acções a desenvolver. No entanto seja qual for o cenário em que nos encontremos terá de ser conferida autoridade ao detentor do cargo para actuar no sentido da prossecução da sua missão e num sentido mais restrito para executar o despacho/ordem referida anteriormente.

O que se passa neste caso nos EUA é que foram atribuídas missões mas não foi conferida a autoridade necessária aos visados para as executarem.

"Parabéns! Está nomeado director do centro de defesa do ciberespaço. Se precisar de dinheiro tente convencer o Secretário do Tesouro, se precisar desligar um sistema de comunicações só se o operador deixar; se quiser promover uma campanha de sensibilização fale antes com o staff de comunicação; para quaisquer outros assuntos garanta sempre a autorização conjunta do Conselheiro para a Economia e do Conselheiro de Segurança Nacional."

O que é que você faria? Aceitava o cargo? Se sim, e após 3 meses surgirem rumores quanto à sua continuidade, ficaria ou ía embora? Eu sei o que faria! Este foi (grosso modo) o cenário colocado aos norte-americanos citados. Mas e por cá? Esquecendo a inexistente estrutura de ciberdefesa nacional, num qualquer serviço da Administração Pública (de todas as administrações públicas do Estado), detêm os dirigentes a autoridade necessária para o cabal cumprimentos das respectivas missões? Não!

As nomeações por comissão embora trienais e por concurso resultam num processo contínuo de renovação de comissões até à aposentação. Claro que há excepções. De dois tipos: as residuais e as que ocorrem com as mudanças das maiorias políticas e por consequência do partido no Governo (nacional, regional e autárquico).

Esta cultura dominante e generalizada de eternização em cargos de nomeação inviabiliza qualquer delegação de autoridade pelo simples facto de não se verificar os pressupostos de confiança profissional ou política no subordinado. E se não der jeito mudá-lo..., nada a fazer, ou melhor só uma coisa a fazer: centralizar tudo e tecer uma teia burocrática nos processos administrativos. Pode ser que ele se vá embora...

A um nível menos formal também se verifica a tendência centralizadora na actividade profissional. Não existe empowerment e desta forma a missão dificilmente é atingida. Pior, cerceia-se a inovação e assim perde-se competitividade. Por favor não assumam que têm direito a direitos e poder. A confiança não se recebe, conquista-se. A competência não se compra, demonstra-se.

Que fazer, caro leitor? Uma de duas coisas: submeta-se e vegete toda a sua vida profissional como um imbecil ou parta para outra. Mas sem dramas. Seja inteligente. Não ponha a sua vida pessoal e familiar em perigo. Prepare-se. Construa a sua oportunidade e corra!!!

View Article  Mais uma demissão da ciberdefesa dos EUA

Depois de Melissa Hathaway, foi a vez de Mischel Kwon, directora do US-CERT, por sinal a quarta directora num período de 5 anos, pedir a demissão no passado fim-de-semana. A sua frustação no desempenho do cargo nomeadamente os obstáculos burocráticos e a falta de autoridade foram as razões invocadas. Cursiosamente similares às de Hathaway.

A administração Obama vê-se assim decapitada de 3 dos seus dirigentes encarregados da sua ciberdefesa (em Março Rod Beckstorm director do Centro Nacional de Cibersegurança - Administração Interna também se demitiu).

Para mim são demasiadas coincidências que me levam a especular sobre uma tomada orgânica de poder, provavelmente pela NSA embora o seu director tenha afirmado no início do ano que aquela agência não tinha o perfil adequado para o papel de coordenação da ciberdefesa dos EUA. Mas e que tal que o czar do ciberespaço fosse o Gen. Keith Alexander o actual director da NSA. Recentemente Adm. Dennis C. Blair (The director of national intelligence) disse no Comité de Intel do Congresso que a agência era a estrutura adequada...

View Article  Falha técnica na PT deixa vários pontos do país sem Internet

SIC Online:

A Internet não está a chegar a algumas zonas do país. Os utilizadores estão a ter problemas para aceder à rede da PT de norte a sul do país. Há registo de queixas no Algarve, em Torres Novas, em Lisboa, na Covilhã e em vários concelhos da Zona oeste e do Distrito de Santarém.

A PT confirma que há uma falha técnica a nível nacional que afecta também o sistema interno da Portugal Telecom. A empresa desconhece, para já, o que motivou esta avaria. (esperemos que não apareça aí alguma cegonha...)

Assim, não há por agora uma previsão para a resolução desta avaria.

View Article  "Czar" para o ciberespaço demite-se

Melissa Hathaway, a "czar" para o ciberespaço em exercício demitiu-se das funções que exercia. Depois de ter concluído em Abril o relatório de avaliação da cibersegurança dos EUA onde para além de uma avaliação de ameaças eram dadas indicações sobre as medidas a adoptar no futuro, Hathaway manteve-se no cargo em exercício (acting) até agora.

Dentro da administração esta figura embora na dependência do Presidente ficaria sob o Conselho de Segurança Nacional. No entanto devido às interdependências entre o sector económico e o ciberespaço e após forte contestação de Larry Summers (National Economic Adviser), Hathaway teria de prestar contas também ao Conselho Económico Nacional e como sempre quando temos muitos chefes o resultado não pode ser bom.

O facto de ter transitado da administração Bush e de ter defendido a responsabilização legal das grandes empresas na segurança das respectivas redes privadas também não beneficiou a situação política de Hathaway que bateu com a porta no meio da  guerra de poder entretando instalada, e nada satisfeita com a indecisão na sua nomeação definitiva. Duas ou três figuras de relevo com origem nos sectores da cibersegurança de empresas de grande dimensão e de organismos internacionais declinaram o convite para assumirem o cargo.

Entretando a Coreia do Norte continua a sua campanha no ciberespaço...