Na semana em que Manuela Ferreira Leite veio à Madeira em campanha para as legislativas do próximo dia 27, tem sido curioso os comentários de políticos e comentadores, desde Sócrates à mais sinistra criatura investida dos "poderes" de comentador.
Parece então que por cá a democracia não existe e Portugal não vê. Acho isto muito grave. Assim proponho que:
- a Assembleia da República (fica em Lisboa) com maioria socialista demita/dissolva a Comissão Nacional de Eleições pois não estão garantidas as condições para eleições livres no território;
- os Tribunais superiores (estão em Lisboa) intervenham imediatamente no sentido de substituir os juízes que estão comprometidos (que presumo sejam pelo menos a maioria);
- o Ministério Público (olha, também em Lisboa) substitua os magistrados que certamente estão feitos com o poder instituído;
- Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa (também de Lisboa) que diligencie junto de Sua Santidade a substituição do Bispo (do Algarve) que vem desviando as almas madeirenses;
- Senhores Oficiais Generais, Comandantes-Chefe (lá estão em Lisboa) mandem já toda a tropa e ponham isto na ordem;
- Senhores Directores/Comandantes da PSP/GNR/SEF (que estão em Lisboa) prendam esta gente toda incluindo os vossos comandantes regionais.
- Senhor Presidente da República (no Palácio de Belém em... Lisboa), demita o Representante, dissolva a Assembleia Legislativa da Madeira, e declare o estado de sítio;
Portugueses, esta é uma terra tenebrosa e condenada. Embora todos os garantes da democracia estejam em Lisboa, pelos vistos, não exercem o seu poder na RAM. Todos os poderes institidos e de facto não têm alcance na Região.
Assim, se quem manda está em Lisboa, restam duas soluções:
1ª - Dissolver Portugal, visto que as suas instituições não funcionam;
2ª - Transferir para o território da RAM as instituições nacionais e a partir daqui exercerem o seu poder a todo o país.
Ah! Não podemos esquecer a independente, verdadeira e impoluta comunicação social continental que não sofre influências dos grupos donos do seu capital, nem do governo em funções. Aquilo da Manuela (a Moura Guedes) é apenas uma opção de gestão nada de influência socialistas Portugal-Espanha-Prisa, nã... Na Madeira temos dois jornais: o Diário de Notícias do Funchal que é contra o Governo e o Jornal da Madeira que é financiado pelo Governo. Ora esta clareza de posições ofusca a madura e evoluída democracia do continente. Não pode ser!
Caro leitor, se podia viver sem as Manuelas? Podia, mas não era a mesma coisa!