Enfim, cama... estando os mínimos garantidos em termos do serviço, e a minha mãe em minha casa depois de uma evacuação pela janela do primeiro andar com recurso à pá de um bulldozer (!?) resta recuperar forças para o dia de amanhã.

Oficialmente 32 mortos e mais de 60 feridos são um balanço de hoje suficientemente trágico para mais considerações. Não foi dito quantos são os desaparecidos o que pressupõe alterações nestes números. Os danos materiais serão elevados.

Fiquei com a percepção de uma boa resposta dos serviços de protecção civil e emergência. Gostaria no entanto que ao longo do dia, ocorressem comunicações à população com as informações sobre a situação e as recomendações pertinentes. Tivemos apenas uma conferência às 17h00 e outra às 23h00. É pouco.

Um grande abraço a todas as mulheres e homens da polícia, GNR, bombeiros, Cruz Vermelha, Forças Armadas, funcionários públicos e outros anónimos e voluntários, que têm dado o seu melhor.

Amanhã o Sol evidenciará a destruição mas trará nova esperança. Eu que não escrevia aqui desde Dezembro, "obrigo-me" a fazê-lo devido a circunstâncias excepcionais. Aproveito para agradecer os inúmeros telefonemas que recebi durante o dia e os muitos emails enviadas. A todos responderei, embora com mais vagar. Obrigado. Agora é hora do descanso do guerreiro.